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EVANGELHO
Você Sabe o que Significa a palavra Evangelho ?


Evangelho (gr. euaggelion) significa "boas novas". São as boas-novas de que Deus proveu à salvação dos perdidos, e isto através da encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo (Jo 3.16; Lc 4.18-21; 7.22). Sempre que as boas-novas são proclamadas no poder do Espírito (1 Co 2.4; Gl 1.11), elas:
(1) têm autoridade de Cristo (Mt 28.18-20);
(2) revelam a justiça de Deus (Rm 1.16,17);
(3) demandam arrependimento (1.15; Mt 3.2; 4.17);
(4) convencem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8; cf. At 24.25);
(5) originam fé (Fp 1.27; Rm 10.17);
(6) trazem salvação, vida e o dom do Espírito Santo (Rm 1.16; 1 Co 15.22; 1 Pe 1.23; At 2.33, 38,39);
(7) libertam do domínio do pecado e de Satanás (Mt 12.28; At 26.18; Rm 6);
(8) trazem esperança (Cl 1.5,23), paz (Ef 2.17; 6.15) e imortalidade (2 Tm 1.10);
(9) advertem sobre o juízo (Rm 2.16);
(10) trazem condenação e morte eterna quando rejeitadas (Jo 3.18).

E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim. O fim virá somente depois que o evangelho do Reino for devidamente pregado em todo o mundo.
Cristo fala aos discípulos como se o que Ele estava predizendo aqui fosse ocorrer naquela mesma geração. Esta, portanto, era a esperança da igreja do NT. Esta deve ser também a esperança de todos os que crêem em Jesus Cristo, em todos os tempos. Devemos esperar que o Senhor volte em nossa geração (ver 1 Co 15.51). O crente deve ter em mente, em todo tempo, a iminência da vinda de Cristo, e, ao mesmo tempo, difundir o evangelho.

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! (1Co 9.16)




SALVAÇÃO

O tema central do evangelho de Cristo é a Salvação. A salvação é uma figura de linguagem de ampla aplicação que expressa a idéia de resgate da perdição e da miséria para um estado da segurança. O evangellho proclama que o mesmo Deus, que salvou Israel de Egito, Jonas da barriga do peixe, o salmista da morte, e os soldados de naufragar (Exodos 15:2; Jonas 2:9; Salmos 116:6; Atos 27:31), é o Deus que salva do pecado e das consequências do pecado para todo aquele que confiar em Cristo. Assim como estes livramentos foram feitos exclusivamente por Deus, e não são exemplos de pessoas salvando-se a si mesmas com a ajuda de Deus, assim é a salvação do pecado e da morte. “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus.” (Efésios 2:8). “A salvação vem de Deus, o SENHOR!” (Jonas 2:9).

Do que os crentes são salvos? São salvos da ira de Deus, do domínio do pecado, e do poder da morte (Romanos 1:18; 3:9; 5:21); de sua condição natural de ser dominado pelo mundo, pela carne, e pelo diabo (João 8:23-24; Romanos. 8:7-8; 1 João 5:19); dos medos que uma vida pecadora gera (Romanos 8:15; 2 Timóteo 1:7; Hebreus 2:14-15), e de muitos hábitos e vícios que fazem parte da vida (Efésios 4:17-24; 1 Ts. 4:3-8; Tito 2:11 –3:6).

Como os crentes são salvos destas coisas? Através de Cristo, e em Cristo. O Pai é tão interessado em exaltar o Filho como Ele é em resgatar o perdido (João 5:19-23; Filipenses. 2:9-11; Colossenses 1:15-18; Hebreus 1:4-14). É fato dizer que os eleitos foram escolhidos para Cristo, o Filho Amado, assim como Cristo foi escolhido para os eleitos amados (Mateus 3:17; 17:5; Colossenses 1:13; 3:12; 1 Pedro 1:20; 1 João 4:9-10).

Nossa salvação envolve primeiro, a morte de Cristo por nós, segundo, Cristo vivendo em nós (João 15:4; 17:26; Colossenses 1:27) e nós vivendo em Cristo, unidos com Ele em Sua morte e ressureição (Romanos 6:3-10; Colossenses 2:12, 20; 3:1). Esta união vital, que é sustentada pelo Espírito, do lado divino, e pela fé, do nosso lado, é formada através do nosso novo nascimento, e pressupõe uma aliança no sentido de nossa eleição eterna em Cristo (Efésios 1:4-6). Jesus foi designado antes da fundação do mundo para ser nosso representando carregando os nossos pecados sobre seus ombros (1 Pedro 1:18-20; cf. Mateus 1:21), e nós fomos escolhidos para ser efetivamente chamados, conforme a Sua imagem, e glorificado pelo poder do Espírito (Romanos 8:11, 29-30).

Os crentes são salvos do pecado e da morte, mas para que ele são salvos? Para viver eternamente o amor de Deus — Pai, Filho, e Espírito. A fonte de amor para com Deus vem da redenção do amor de Deus por nós, e a evidência deste amor para com Deus é amor ao próximo (1 João 4:19-21). A finalidade de Deus, agora e daqui por diante, é continuar expressando seu amor em Cristo conosco, e nosso objetivo deve ser continuar expressando nosso amor às três Pessoas de Deus, adorando-O e servindo-o em Cristo. Uma vida de amor e de adoração é a nossa esperança da glória, nossa salvação presente, e nossa felicidade para sempre. Este artigo foi extraído do Concise Theology: A Guide to Historic Christian Beliefs by J. I. Packer.


SEPULTAMENTO, COSTUMES

VISÃO GERAL

A Bíblia fala com freqüência sobre maneiras pelas quais várias culturas enterravam seus mortos, o que revela as diferentes visões sobre a morte e a vida futura. Os antigos egípcios achavam que a vida diária simplesmente continuava após a morte e preparavam seus túmulos com itens práticos e necessários como comida. Os antigos hebreus tinham uma idéia mais espiritual da morte, acreditando que o espírito da pessoa morta iria viver com os fantasmas das gerações anteriores.

SEPULTURAS E TÚMULOS

Entre os hebreus, a pessoa era enterrada onde estava sua família (Gênesis 15:15; I Reis 13:22). A caverna de Macpela em Efrom foi um exemplo de túmulo familiar, negociado por Abraão quando Sara morreu (Gênesis 23). Quando Abraão morreu, Isaque e Ismael colocaram seu corpo no mesmo túmulo (25:9). Lá Jacó enterrou seus pais, Isaque e Rebeca, e também Léa (49:31). José, filho de Jacó, fez seus parentes prometerem que seus restos mortais seriam preservados até que pudessem ser levados para sua terra natal e enterrados junto de sua família (50:25). Samuel foi enterrado em sua casa em Ramá, como uma referência clara a uma área de túmulo familiar (I Samuel 25:1). Joabe foi enterrado em sua própria casa no deserto (I Reis 2:34). O Rei Manassés foi enterrado no jardim do seu palácio (II Reis 21:18) e Josué em sua propriedade particular em Timnate-Sera (Josué 24:30). Os reis tomavam o cuidado de manter sua memória viva através do enterro em cemitérios especiais, frequentemente na cidade de Davi. O Rei Josias determinou antecipadamente o local de seu sepultamento num jazigo (II Reis 23:30). Os corpos eram enterrados em túmulos, isto é, cavernas naturais ou sepulcros feitos na rocha, tal como o que pertencia a José de Arimatéia onde foi posto o corpo de Jesus (Mateus 27: 59,60). Eram também enterrados em sepulturas rasas cobertas com pilhas de pedras que marcavam os túmulos e evitavam que fossem destruídos por animais.

Outros eram marcados por monumentos construídos por amor (Gênesis 35:20) ou honra (II Reis 23:17); pedras eram também amontoadas em lugares de sepultamentos indignos, como no caso de Acã (Josué 7:26) e Absalão (II Samuel 18:17). Os túmulos eram decorados, algumas vezes pintados de branco, de acordo com o prescrito na lei de Moisés. Jesus falou desses "sepulcros caiados" numa referência aos fariseus (Mateus 23:27).

TRATAMENTO DO CADÁVER

Quando Deus assegura a Jacó que a "mão de José fechará teus olhos" (Gênesis 46:4), provavelmente estava fazendo uma referência ao costume de que um parente próximo fechava os olhos do que morreu. Esses parentes também deviam literalmente abraçá-lo e beijá-lo. O corpo era lavado e vestido com as roupas do falecido. Brincos e outros adereços encontrados nas tumbas escavadas são evidência de que eram enterrados completamente vestidos. Soldados eram enterrados totalmente uniformizados, com escudos cobrindo ou protegendo seus corpos armados, a espada debaixo de suas cabeças (Ezequiel 32:27).

Embora os costumes e procedimentos não tenham mudado muito dos tempos do Velho para o Novo Testamento, encontramos neste alguns detalhes adicionais. Por exemplo, em Atos 9:37 menciona-se que os corpos eram lavados, ungidos e envoltos em tecidos de linho com especiarias (Marcos 16:1; João 19:40). Depois as extremidades eram fortemente atadas e a cabeça coberta com uma peça de linho separada (João 11:44).

Depois da preparação, o corpo era carregado num esquife, sem caixão, e colocado num buraco feito na parede de uma câmara escavada na rocha ou diretamente numa cova rasa cavada no chão. O ataúde e o caixão não entravam na cova com o cadáver. As especiarias eram usadas como perfume e para evitar a decomposição rápida do corpo (Marcos 16:1).

Como lemos nos Evangelhos sobre o sepultamento de Jesus, alguns túmulos tinham um selo na entrada, que podia ser uma porta de madeira com dobradiça ou uma pedra lisa moldada de tal forma que podia ser rolada. Esse selo requeria muito esforço para ser reaberto (Marcos 15:46; 16:3-4). Nos tempos do Novo Testamento, os judeus economizavam dinheiro em sepultamentos colocando os ossos secos de seus ancestrais em caixas. Os romanos usavam cofres para guardar as cinzas de um corpo depois de sua cremação.

Embalsamar os corpos não era usual em Israel. Quando Jacó e José foram embalsamados no Egito, foi uma exceção. De acordo com Heródoto, historiador grego, os egípcios começavam as técnicas de embalsamamento retirando o cérebro através das narinas, peça por peça, usando um gancho curvo e longo. Depois a cavidade do cérebro era lavada com uma mistura de resinas e especiarias. O cadáver era limpo e os órgãos colocados em quatro jarras. O corpo era mergulhado numa solução por um período de 40 a 80 dias, dependendo do custo do funeral. Quando pronto para o enterro, era embrulhado da cabeça aos pés em tiras de linho fino e posto num caixão. As jarras colocadas no túmulo junto com o corpo simbolizavam a ressurreição da personalidade depois de sua morte.

A cremação do corpo de Saul e de seus filhos (I Samuel 31:12-13) também foi uma exceção à prática normal. Tácito, historiador romano, escreveu que a piedade dos judeus requeriam o sepultamento em vez da cremação de corpos mortos. Sob a lei mosaica tal ato era feito somente como castigo ou julgamento (Levítico 21:9; Josué 7;25).

Também de acordo com a lei de Moisés, uma pessoa ficava cerimonialmente impura se tocasse num cadáver ou estivesse de luto. Não era permitido a um sacerdote fazer luto e não deveria se contaminar se aproximando de uma pessoa morta, mesmo se fossem seu pai ou sua mãe. Ele não deveria profanar o santuário do seu Deus ausentando-se dele para ir ao funeral de um parente, porque era considerado santo pela unção do óleo do seu Deus (Levítico 21:10-12)

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